Mesa de trabalho com documentos de governança
§ A Empresa

Estrutura antes de escala — essa é a premissa que orienta o nosso trabalho

A Cardinela nasceu da percepção de que a maioria das organizações começa o uso de IA pela ferramenta e só chega à política depois de um problema. Existimos para inverter essa ordem.

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Item 1 — Origem

De onde viemos e o que nos move

A Cardinela foi fundada em Goiânia com o propósito de tornar a governança de IA acessível para organizações que não têm departamentos de ética ou conformidade dedicados ao tema.

O ponto de partida foi prático: quando as ferramentas de IA generativa se tornaram amplamente disponíveis, o uso informal se espalhou rapidamente dentro das organizações. Assistentes de escrita, ferramentas de síntese de documentos, geradores de código — tudo chegou pelas bordas, sem política, sem caminho de aprovação, sem critério para decidir o que faz sentido usar e o que não faz.

Identificamos que o problema não era falta de vontade de governar, mas falta de um ponto de partida operacional. A maioria dos materiais disponíveis sobre governança de IA é voltada para grandes corporações ou está escrita em inglês com foco em compliance regulatório. Nenhum dos dois serve para uma empresa de médio porte brasileira que quer apenas saber: o que a nossa política precisa conter e como a gente faz isso funcionar na prática?

A Cardinela foi estruturada para responder exatamente essa pergunta — com documentação editável, sessões de trabalho com quem vai manter as políticas e uma abordagem que parte do uso real, não do ideal abstrato.

Item 2 — Missão

O que buscamos em cada engajamento

Documentação que circula internamente

Políticas que ficam em gaveta não funcionam. O objetivo é produzir algo que o time jurídico possa auditar, que o time de TI possa operacionalizar e que o colaborador consiga ler sem precisar de interpretação.

Responsabilidade com nome

Cada decisão relevante sobre uso de IA precisa de um responsável identificável. Parte central do nosso trabalho é definir quais decisões essas são e quem as toma.

Independência após o engajamento

Nenhum entregável depende de plataforma ou licença da Cardinela para continuar em uso. A organização recebe documentos editáveis e parte de forma autônoma.

Item 3 — Equipe

Quem conduz o trabalho

MF
Marcela Fonseca
Diretora de Engajamentos

Conduz os projetos de estrutura interna e revisão de riscos. Tem experiência anterior em gestão de operações em empresas de médio porte do Centro-Oeste.

RB
Rafael Barbosa
Analista de Política Interna

Responsável pela redação das políticas e registros de risco. Experiência em documentação técnica e mapeamento de processos em contexto corporativo brasileiro.

LC
Luana Carvalho
Facilitadora de Sessões

Coordena as sessões de trabalho presenciais e remotas. Especializada em facilitação de grupos para produção de documentação operacional.

Item 4 — Padrões de Trabalho

Como conduzimos cada engajamento

Escopo definido por escrito

Cada engajamento começa com um documento de escopo que especifica o que está e o que não está incluído. Nada é adicionado sem acordo explícito.

Confidencialidade das informações

Todas as informações sobre processos internos, ferramentas usadas e estrutura organizacional tratadas durante o projeto são mantidas sob sigilo contratual.

Entregáveis editáveis

Todos os documentos são entregues em formato editável — sem bloqueio de edição, sem marca d'água, sem dependência de sistema externo para manutenção futura.

Trabalho com quem vai manter

As sessões envolvem as pessoas que vão operar a política após o encerramento do projeto — não apenas as que assinam a aprovação.

Escopo não regulatório

O trabalho da Cardinela é operacional e organizacional. Questões de conformidade legal ou regulatória são sinalizadas para encaminhamento ao departamento jurídico competente.

Revisão ao final do projeto

Cada entrega inclui uma sessão de revisão onde a equipe pode apontar ajustes antes do encerramento formal do engajamento.

Item 5 — Contexto e Valores

Governança operacional de IA para o contexto brasileiro

A adoção de ferramentas de inteligência artificial em organizações brasileiras avançou de forma rápida e desigual. Empresas de diferentes portes, setores e graus de maturidade digital incorporaram o uso dessas ferramentas em processos internos sem necessariamente ter definido critérios para fazê-lo de forma organizada.

O resultado mais comum não é um problema grave imediato — é uma opacidade crescente sobre o que está sendo usado, por quem, para que finalidade e com que informações. Essa opacidade torna mais difícil responder perguntas simples que qualquer liderança ou equipe jurídica eventualmente vai fazer: qual ferramenta processa dados de clientes? Quem aprovou isso? Existe algum registro?

A Cardinela parte da premissa de que a governança de IA, nesse contexto, é antes de mais nada um problema de documentação interna e definição de processos — não uma questão filosófica ou regulatória abstrata. Uma política de uso aceitável bem redigida, um caminho de aprovação proporcional ao risco e um registro de uso minimamente estruturado já colocam a organização em uma posição consideravelmente mais sólida.

O foco do nosso trabalho está nas organizações de médio porte — aquelas que têm estrutura suficiente para ter departamentos distintos e uso real de ferramentas, mas que ainda não têm comitês dedicados de ética ou compliance de IA. São empresas que precisam de algo funcional e imediatamente aplicável, não de frameworks de consultoria de grande porte que levam anos para ser implementados.

Trabalhamos em português, com exemplos do contexto brasileiro, e entregamos documentação que a equipe consegue adaptar e manter sem depender de nós para continuar operando.

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